Estudar um curso de pós- graduação em Direito nos EUA vale a pena?

 Depende. 

Essa resposta pode soar estranha para você, mas depende. A experiência de estudar no exterior é maravilhosa, pois além do conteúdo acadêmico você aprenderá sobre um novo país, uma nova cultura, fará amigos que nāo fariam parte do seu ciclo de amizades no Brasil, etc. Contudo, existem. outros aspectos que devem ser levados em consideração para saber se vale a pena o investimento.

A primeira pergunta que você deve fazer a si mesmo é: 

Qual o meu objetivo com esse título?

Isso porque existe um problema na revalidação dos títulos americanos. Caso você tenha um interesse acadêmico ao retornar ao Brasil, pode ser que esse título não sirva para fins de contratação em universidades. Lembre-se sempre que o sistema acadêmico americano é extremamente diferente do brasileiro. Então, no lugar de você aprofundar algo que você já sabe, você aprenderá algo do zero.

Contudo,

Esse título pode ser muito bom para o mercado de trabalho em si. Principalmente, se você deseja trabalhar em grandes escritórios, multinacionais, ou até mesmo se você está no funcionalismo público. Estudar nos EUA é uma oportunidade maravilhosa que lhe acrescentará bastante. Aprender sobre o sistema acadêmico, o método socrático, as aulas em salas de aula que parecem auditórios, é algo que você nunca experimentou no Brasil. 

Portanto, pesquise bastante sobre as opções de cursos de pós graduação em diversos países e todas as oportunidades que surgirão a partir deles.

E por onde devo começar?

Pelo idioma e prova de proficiência em inglês.

Good Luck!











Ser Aluna do Juris Doctor, Grávida e na Pandemia

 Esse post poderia ser um desabafo, ou poderia ser uma receita sobre resiliência. Estou exatamente com 9 meses de gravidez e meu filho nasce em três semanas. Estou escrevendo esse post para que no futuro tenhamos orgulho de nós mesmos. 

O ano de 2020 não foi fácil para ninguém. A começar pelas pessoas que perderam a vida ou perderam pessoas que amavam devido ao coronavírus. A eles, toda a minha empatia. Graças a Deus os meus familiares estão bem e saudáveis, e rezo todos os dias para que continuemos assim. 

Mas, neste post eu gostaria de relatar o que foi 2020 para mim. A minha vida profissional nos EUA, foi desenhada juntamente com a minha vida pessoal. Em 2016, eu casei. E em 2016, eu fui aceita no LL.M. O meu maior sonho como mulher e profissional sempre foi conciliar a família e trabalho. E, no meu ritmo, consegui fazer os dois. 

Aos quatro anos de casada e aos 30 anos de idade, eu queria ser mãe. Mas, ser mãe não se encaixava na minha agenda ocupada, nas minhas rotinas loucas, nos meus estudos de madrugada, e em um dos cursos mais difíceis dos EUA, o Juris Doctor. Ser mãe também não se encaixaria na prova do BAR, no cursinho, nas revisões e nos dois dias de prova. Ser mãe, racionalmente, não se encaixava no mercado de trabalho de uma recém formada em um país no qual não existe lei que garanta a licença maternidade remunerada. Como ser mãe neste cenário, se eu ainda tinha uma casa e um marido para dar assistência? E Como todo ser humano, eu também tinha problemas. E meus problemas são divididos em dois países: EUA e Brasil. Pela primeira vez na vida, as minhas indagações da vida pessoal estavam tirando o brilho da minha vida profissional. 

Eu queria ser mãe. E percebi que nunca haveria o momento correto, que o universo não iria preparar o momento certo. Que depois do JD, do BAR, e do emprego, eu ainda estaria nova, fértil, e disposta a correr atrás de uma criança. Então, antes de engravidar eu precisei aceitar me deixar engravidar. Eu comecei a olhar para o lado e perceber que todos os meus familiares estavam vivos, que eu tinha uma casa, estabilidade financeira e um casamento feliz. E mesmo assim, eu achava que não estava pronta. Pronta para quê? Uma criança não nasce sabendo o que é diploma, ou dinheiro, ou uma vida confortável. Ela te ama porque reconhece na mãe um porto seguro. Ser mãe é simples, a gente é que complica. E foi assim que começou meu 2020. Antes de 2020. Sem essa autoafirmação, sem essa descoberta interna, sem ter aprendido o que eu realmente queria para a minha vida, eu não teria conseguido enfrentar 2020 sem desistir de ser aluna do Juris Doctor, Grávida e na Pandemia. 

Decidimos que diante da realidade e dos meus planos, eu poderia estar grávida durante a JD. Talvez, fosse até mais "fácil", pois dentro da faculdade eu poderia trancar o curso por seis meses, enquanto no mercado de trabalho eu teria que lidar com as licenças maternidades horrorosas que são comuns nos EUA: 3 meses. Eu também já tinha passado as fases mais difíceis do curso que eram as matérias obrigatórias. E eu tinha apenas 20 créditos para a terminar. Ser mãe nesta fase parecia até uma vantagem. 

Eu descobri que estava grávida em 25 de Janeiro de 2020. Foi uma surpresa, pois apesar de termos decidido começar a tentar, nós não imaginávamos que eu engravidaria tão rapidamente. Por isso, quando o teste deu positivo foi a maior surpresa da minha vida. Estávamos no inverno de Indiana: frio, neve, chuva, dias cinza, época de gripe, e o caos da COVID-19 já se desenhava na China. Mas, ninguém tinha ideia do que estaria por vir. 

Nesta época as aulas já tinham começado, e a minha agenda estava lotada de matérias, aulas e externship. Como eu não estava grávida na época da matrícula, eu escolhi ter uma agenda cheia como sempre tive. Quando descobri a gravidez, tive que embarcar na aventura.

Os meus dois primeiros meses de gravidez foram bem complicados, pois tive hipotireoidismo gestacional. Com os hormônios desregulados, eu sentia muito sono. Grávidas no primeiro trimestre sentem muito sono. Mas, com hipotireoidismo elas praticamente não tem energia para absolutamente nada. Lembro que precisava dormir 13 horas, para conseguir pelo menos assistir aula, estudar e fazer minha externship. E por mais que eu reclamasse do cansaço, as pessoas diziam que era normal na gravidez. Essa "normalidade" se deu até a minha primeira consulta prenatal. Até o exame de sangue. E até descobrirem que meus hormônios estavam desregulados. Hipotireoidismo pode causar aborto espontâneo ou problemas cognitivos no feto. Então, recebi uma ligação da minha obstetra que me falou o diagnóstico e me disse que não estava preocupada com o risco de aborto, pois a minha diferença hormonal era muito pequena e com o resto que eu tinha eu estava conseguindo nutrir o feto (o que consequentemente estava me deixando exausta, e dormindo o tempo inteiro). Lembro-me que recebi esta ligação enquanto tomava café da manhã e estava de saída para uma reunião/avaliação de externship com uma professora. Lembro-me também que dirigi chorando até a universidade com medo de perder o bebê, e com medo do hipotireoidismo atrapalhar o desenvolvimento do feto. Cheguei, enxuguei as lágrimas e completei a reunião. Assim como, fui para aula todos os dias, fiz todas as leituras, e ainda tinha externship na Procuradoria do Estado alguns dias na semana.

Comecei a tomar remédio para a tireóide todos os dias de manhã. Demorou mais ou menos um mês até que os hormônios começassem a agir, e a minha energia voltasse. Neste momento, foi essencial ter um marido que me apoiasse.Nos seus dias de folga, ele dirigia até a minha universidade para me deixar na aula, ia para academia, comprava meu almoço, voltava para a universidade, e ficava no computador até terminarem as minhas aulas. Então, ele dirigia de volta e eu dormia no meio do caminho. 

                                                  

Em março, estávamos esperando a visita da minha mãe. Ela viria comemorar o meu aniversário, conhecer a nossa casa nova e ir embora. Nosso plano inicial, era que ela voltasse em setembro para acompanhar o parto do meu filho. O meu pai também estava planejando vir. Mas, nós fazemos um plano e Deus faz outro. E os planos de Deus são melhores que os meus.

No final de fevereiro, o vírus do COVID-19 se espalhava pela Europa. A minha mãe queria desistir da viagem para os EUA. Os EUA ainda não tinha declarado lockdown e tudo estava funcionando. Inclusive, eu, grávida, estava indo para as aulas. Praticamente obrigamos a minha mãe a entrar no avião. Orientamos que ela comprasse máscaras e alcool em gel, e que tomasse todas as precauções (mesmo sem imaginarmos o tamanho do que estava por vir). Resultado: ela chegou em uma semana, e na outra semana o lockdown foi declarado. Do primeiro caso descoberto nos EUA, viramos o país com maior número de casos em questão de dias. A universidade fechou, o semestre foi transferido para online, a externship foi transferida para online. Do dia para a noite nossa vida virou de cabeça para baixo. Decidimos pedir extensão de visto para a minha mãe, pois sabíamos que as fronteiras seriam fechadas: caso ela saísse do país, ela perderia o nascimento do neto. Além disso, tivemos que lidar com o receio de ter meu marido, profissional de saúde, trabalhando em meio a um vírus tão desconhecido. 

Tive que conseguir estrutura para estudar online. Comprei uma mesa nova e me adaptei aquela loucura do semestre. Nem professores, nem alunos estavam preparados. Também tive que começar a ir para as consultas do prenatal sozinha. Ser pai era o sonho do meu marido. Ele teve que se acostumar com o estacionamento do hospital, e com os vídeos que eu gravava das ultrassons. Lembro que no dia que vi o meu filho todo formado, eu me emocionei sozinha segurando a câmera do celular. 

A rotina de leitura, estudo, isolamento e gravidez continuavam. O mundo inteiro começava a ter uma crise de saúde mental. E eu não conheci nem o que significava hormônio de grávida, pois em vários momentos eu me senti mais sã que o mundo inteiro. Sabe o que é estar grávida sem poder ser grávida? Foi isso. 

Obviamente, o meu corpo somatizou todos os acontecimentos e do quarto para o quinto mês de gravidez eu desenvolvi um problema de urticária que me acompanhou até os nove meses de gravidez. Fui a cinco médicos diferentes, usei diferente tipos de remédios e todos tratavam apenas os sintomas. A causa era desconhecida, ou melhor, era gravidez. Eu me vi em crise durante várias noites. Eu me coçava da cabeça aos pés. Chorava e dizia ao meu marido que eu não aguentava mais sentir tudo aquilo. Também comecei a me sentir negligenciada pela minha equipe médica, pois quando reportei a urticária começaram a me tratar como uma possível paciente de COVID, já que novos pacientes apresentavam sintomas de urticária. Então, no lugar de me tratarem da urticária, me mandaram testar para COVID. Resultado negativo. Dos males, a urticária.





A coceira me acompanhou durante todas as minhas provas finais da faculdade. Mas, tomava antialérgico, passava pomada e concluía as tarefas. 



Essa situação também não me limitou de fazer aulas de verão. Continuei trabalhando na Procuradoria e fazendo aulas online da faculdade. Troquei de equipe médica e encontrei uma obstetra que me tratasse com o respeito e o cuidado que eu estava procurando, e que começou a tratar da minha urticária com remédios naturais. 

Terminei as aulas de verão e fiz a prova final. Conclui minha jornada como Law Clerk na Procuradoria do Estado. Já o prenatal, continuava com consultas individuais e sem acompanhantes. Logo soube que só seria permitida a entrada de um acompanhante no hospital no dia do parto, que seria realizado de máscara. 

Mesmo com todas as adversidades, fizemos nosso ensaio de gestante aos 7 meses. E nosso chá de bebê virtual aos 8 meses. Nos sentimos muito amados com o carinho de todos os nossos amigos. 


Não tranquei o curso. E optei por fazer pesquisa supervisionada durante o segundo semestre. O resultado da minha pesquisa será o meu TCC. Confesso, que tem sido complicado me concentrar com o peso da barriga, com as noites mal dormidas, com a urticaria, com o refluxo e com a azia. Também tem sido bastante entediante ficar dentro de casa confinada desde março. Alguns dias são melhores que os outros, mas aprendi com 2020 a viver um dia de cada vez, e olhar o lado bom das coisas: estamos todos saudáveis e tive a oportunidade de ter a minha mãe acompanhando toda a minha gestação.

 Esse ano me ensinou muito, me ensinou tanto. Eu me reaproximei do sentido de família, eu vi o que realmente importava na vida, eu aprendi a dar valor a minha saúde, ao meu corpo e eu gerei uma vida que chegará a esse mundo daqui há 3 semanas. Tenho certeza que a experiência do parto será o momento mais inesquecível da minha vida. E estou ansiosa para descobrir a sensação de conhecer o meu filho.

Eu ainda não sei como fiz tudo isso. Pela primeira vez, não foi planejamento rígido e agendado. Foi força de vontade. Foi um dia após o outro, foi determinação. E essa combinação, nos leva longe. 

Espero que o meu testemunho te encha de coragem. 

Agora preciso dormir, são quase 1 da manhã e eu te escrevo aos 9 meses de gravidez.

Até o próximo post.




 

O Mercado de Trabalho Americano para Advogados Estrangeiros


Esse post não tem a intenção de desmotivar ninguém. Muito pelo contrário. Saber a realidade do mercado de trabalho americano o ajudará a planejar melhor a sua carreira. 

Conseguir uma licença para advogar nos EUA, é diferente de conseguir um trabalho. Esse é um desafio muito maior do que passar na prova do BAR. Todos os anos milhares de advogados estrangeiros se deslocam de seus respectivos países, sonhando em migrar e trabalhar nos EUA. A sua concorrência não se limitará a advogados brasileiros ou latinos. Mas, você terá concorrentes de todos os lugares do mundo que também tem o sonho americano.
Fora os concorrentes, o seu maior desafio é o sistema imigratório em si, que vem mudando bastante com o governo Trump (e com a pandemia). Mas, podemos relacionar o nível de dificuldade na contratação de estrangeiros com o tipo de visto que você tem. Eu recomendo que você contrate um advogado de imigração para discutir os possíveis vistos que se encaixam na sua realidade e no seu padrão financeiro. 
Alguns vistos, não te permitem trabalhar, e como consequência você precisará de um sponsor após o término do curso. Então surge um outro desafio: encontrar alguém que patrocine o seu visto de trabalho.

Como não sou advogada de imigração, abordarei apenas os cenários mais comuns dos advogados estrangeiros: o visto de estudante e o green card. 

1.     Visto de Estudante:

Quem vem como estudante, geralmente pode trabalhar apenas no campus, part-time e deve cumprir um número mínimo de créditos/hora. Após o término do curso, quem deseja permanecer nos EUA pode solicitar um OPT (optional practical training). Durante a validade do OPT, você poderá permamecer no país trabalhando por alguns anos. 
Neste momento, você deve focar em conseguir um empregador que patrocine para o seu visto de trabalho. 
Na área jurídica, os patrocinadores são bem limitados: em geral são escritórios Big Laws, e empresas. Escritórios de médio e pequeno porte dão preferência a quem já tem permissão de trabalho. Para ser realista, o motivo é bem simples: o custo do processo de imigração. 
Contudo, algumas pessoas conseguem fazer acordos com empregadores de escritórios menores para pagarem o seu próprio processo. E assim, conseguem patrocínio. Outros, os empregadores menores gostam do trabalho do funcinário, e após alguns anos acabam patrocinando o visto. Tudo depende de dois elementos: competência e sorte. 

Em tese, Big Laws contratam os alunos que concluíram o Juris Doctor. Eles não se importam muito com experiência em si, pois eles treinam o empregado. Nos EUA, as notas são bastante valorizadas e para conseguir apenas uma entrevista em um escritório internacional de grande porte você precisa ter um histórico impecável. 

Já o mundo corporativo contrata advogados com experiência, pois eles precisam do candidato pronto. O mundo corporativo não tem tempo de treinar recém formado. A boa notícia é que se você já trabalha no corporativo brasileiro, a sua experiência pode contar no exterior. 

2.     Green Card/ Permanente Residente: 

Para quem tem green card o mercado é bem mais amplo, pois você tem permissão de trabalho e quase todos os direitos civis. Neste cenário, você pode seguir qualquer carreira privada ou pública (estadual). Infelizmente, vagas públicas federais são permitidas apenas para U.S. citizens. Mas, para quem tem green card não ter que lidar com questões imigratórias já te coloca a frente de muitos candidatos internacionais. Eu diria que o seu maior desafio é concorrer com os americanos, pois os EUA é um país bastante patriota e que dá preferência aos nativos. 


Esses são os cenários mais comuns entre advogados estrangeiros que vem estudar nos EUA. A maioria deles, tem a pretensão de fazer o LL.M e o BAR de NY ou CA, mas poucos pensam no mercado de trabalho e como se preparar melhor para esse mercado. 

Por isso, um planejamento de carreira é extremamente importante para que seu investimento financeiro tenha as maiores chances de retorno. 

Até o próximo post. 


Meu caminho até a fluência no Inglês

Uma das perguntas que mais recebo nas redes sociais é como adquiri fluência em inglês. Antes de começar a minha história, eu devo dizer que não importa se você ainda não começou a estudar o idioma: nunca é tarde para estudar.

Inglês é difícil. Intimidador. E pode ser chato. O que quero dizer é que sim, por muitas vezes foi chato estudar inglês para mim também. Ainda lembro a sensação de nervosismo antes das provas orais do cursinho de inglês. Mas, o mais importante é continuar os estudos. Com frequência e buscando estimular o seu aprendizado.

Eu nunca fiz intercâmbio no exterior. Todo o meu estudo de inglês foi no Brasil, e a primeira vez que vim aos EUA, eu já namorava com o meu marido americano. Eu tinha 26 anos. O inglês do Brasil, não só me permitiu conhecer o meu marido, mas migrar do Brasil diretamente para um curso superior americano.

Eu comecei a estudar inglês aos 9 anos por influência da minha mãe. Ela dizia que o inglês me abriria as portas no futuro e que seria essencial caso eu quisesse fazer um Mestrado ou Doutorado no futuro.
Aos 9 anos comecei a estudar em uma do escola de idiomas chamada Centro de Línguas, em seguida fui para o Wizard, e por fim, durante 6 anos fui aluna do Fisk, onde conclui todos os níveis do curso de inglês.

Além das escolas de idiomas, também estudei inglês na escola e fui monitora de inglês no Ensino Fundamental.
Meu certificado de conclusão de curso de inglês

Ao chegar nos EUA, em 2016, fiz inglês acadêmico na Indiana University por um semestre. O que me ajudou bastante a desenvolver minha redação acadêmica, e o inglês falado. Apenas após toda essa jornada eu me considerei fluente em inglês. Foi nesta época também que fui admitida no Mestrado em Direito da Indiana University. 

Aprender inglês na minha vida foi uma jornada que começou na infância, mas falar inglês mudou a minha vida. Quando estudava inglês, ainda criança, eu jamais imaginei que um dia seria americana. Por isso, sou muito grata a todo esforço da minha mãe para que eu falasse o idioma.

Onde estudar ?

Eu sempre indico escolas de idiomas reconhecidas. Principalmente as franquias. Um dos motivos é a seleção de professores, muitos estudaram ou moraram no exterior e podem trazer todo esse background para sala de aulas.

Como desenvolver o meu inglês?

Estude inglês todos os dias. Mesmo que não seja nos livros, ouça músicas em inglês e assista filmes com a legenda em inglês. Isso ajuda bastante. Às vezes, deixo a TV ligada com o idioma no background apenas para "treinar" o meu cérebro.

Não se desmotive!

Paciência e constância. Não importa se você pode fazer um intercâmbio ou não. Com esforço é plenamente possível ser fluente.

Até o próximo post. 




O Sentimento Alumni

Os ex-alunos de uma universidade americana são chamados de alumni. Os EUA são conhecidos pelo seu patriotismo. Os americanos desde muito pequenos são ensinados a amar o seu país e a sua história. É incrível como esse orgulho migra também para as outras áreas da vida. O custo da educação superior americana é o mais caro do mundo. Mas, mesmo pagando caro por um diploma pq temos tanto orgulho da nossa universidade?


Alumna, Alumnae, Alumni, Alumnus—Don't Confuse Them | Grammarly
1. O processo de admissão é pessoal e subjetivo. A universidade não apenas avalia sua nota, mas sua vida acadêmica e o motivo no qual você quer estudar ali. Requisitos como resume e personal statement são avaliados por uma banca de professores e tornam o processo muito mais pessoal.

2. A banca de admissão te conheçe e te escolhe muito antes da matrícula. Você não é apenas uma fonte de renda, mas um ser humano e tudo que você fez até ali importa muito: suas notas, seus estágios, inclusive seu trabalho voluntário que mostra que você está disposto a give back to the community. 

3. Desde o momento da admissão, você é convidado a fazer parte de uma família. Inclusive, semana passada recebi um e-mail da reitora dizendo que eles estavam felizes em receberem o meu filho como novo membro da família McKinney❤️. Durante todo o curso, a sensação de somos uma família é mantida. O engajamento estudantil aumenta com as associações de estudantes e eventos promovidos pela universidade. 

4. O seu relacionamento com a universidade não termina com a formatura. A partir da formatura você começa a ser inserido no grupo de Alumni. Inclusive, podendo se tornar um membro da Alumni Association. 

5. A universidade continua acompanhando a sua carreira e premiando os ex-alunos.

6. Os ex-alunos também estão sempre frequentando a universidade. Eles são mentores dos novos alunos e constantemente são convidados a palestrarem sobre sua carreira. 

7. Existe um senso de responsabilidade dos profissionais em serem mentores dos novos alunos, pois eles também foram ajudados quando eram estudantes.

8. Esse senso de responsabilidade também é visto no aspecto financeiro: muitos profissionais quando se estabilizam na carreira, fazem doações para sua universidade. Muitas das famosas scholarships vem de doações de ex-alunos. 

9. Essas doações se revertem para os estudantes. A universidade premia ou oferta scholarships para os melhores estudantes com o dinheiro das doações. E isso vira um ciclo, onde quem foi ajudado, se sente feliz em ajudar alguém no futuro.

10. Esse semestre, por exemplo, ganhei um prêmio financeiro que me ajudou a pagar os livros. Esse dinheiro veio exatamente de uma ex-aluna.

Esse cenário é um pouco do que tornam os alunos tão ligados as suas instituições de ensino. 

Espero que tenham gostado do post.

Até breve!



Salários das Big Law Firms 2019


Recebo muitas perguntas sobre o salário dos advogados nos Estados Unidos. Salário é algo relativo. Depende do porte da empresa ou escritório, da área, do tempo de carreira, etc.
Mas, para os que tem curiosidade deixo abaixo a tabela salarial referente aos escritórios "Big Laws" nos Estados Unidos.

Biglaw salary scale chart; graphic courtesy of author.
Fonte: https://www.legalreader.com/biglaw-salary-scale-with-bonuses-1999-2020/

Até o próximo post!


Valor (aproximado) dos cursos de Direito nos Estados Unidos (anualmente) + Moradia


Estudar nos Estados Unidos é um investimento alto. Muitas pessoas me perguntam sobre os valores do curso de Direito. Essa tabela é uma estimativa de valor anual do curso + custos de moradia anual. Os valores sofrem reajustes anualmente, então para saber o valor anual exato, você deve entrar no site da própria universidade. Entretanto, a tabela abaixo o ajudará a ter uma ideia sobre os valores dos cursos.

É bom sempre observar que as universidades privadas tem uma tuition mais alta que as universidades públicas. Universidades públicas não são gratuitas. Em geral, não existem universidades gratuitas nos EUA (principalmente o curso de direito).


No.
Universidade
Estado
 Anuidade
Custos de Moradia
1
NY
$62,700
$17,472
2
NY
$59,900
$11,250
3
NY
$59,330
$23,000
4
NY
$58,918
$14,690
5
IL
$58,398
$14,040
6
NY
$58,242
$21,373
7
NY
$58,050
$17,000
8
CA
$58,022
$16,300
9
NY
$57,717
$12,978
10
IL
$56,916
$14,130
11
CA
$56,274
$22,314
12
TX
$55,547
$12,734
13
NY
$55,255
$20,025
14
NY
$54,895
$19,700
15
NY
$54,250
$17,252
16
NY
$54,116
$19,618
17
NY
$54,114
$19,610
18
NY
$54,000
$12,505
19
NY
$53,290
$19,730
20
NY
$53,112
$13,880
21
IL
$52,372
$9,700
22
MO
$51,626
$14,400
23
GA
$51,510
$17,932
24
TN
$51,360
$14,376
25
CA
$51,180
$17,384
26
LA
$51,130
$13,984
27
NJ
$51,018
$14,076
28
NY
$51,002
$15,686
29
CA
$50,050
$16,960
30
TX
$49,962
$19,800
31
MA
$49,330
$12,620
32
NY
$49,240
$17,550
33
CA
$48,830
$12,885
34
OH
$48,760
$18,320
35
CA
$48,679
$19,756
36
MA
$48,670
$11,300
37
CA
$48,638
$19,008
38
CA
$48,602
$16,848
39
CA
$48,280
$20,520
40
CA
$48,274
$13,914
41
CT
$48,049
$9,871
42
MI
$47,890
$9,000
43
NY
$47,873
$12,234
44
FL
$47,774
$17,868
45
CA
$47,339
$12,699
46
FL
$47,260
$14,850
47
NY
$47,178
$12,374
48
CA
$46,860
$18,000
49
CA
$46,850
$14,850
50
IL
$46,822
$14,445
51
VA
$46,497
$15,113
52
MA
$46,400
$17,100
53
MD
$46,390
$16,228
54
CA
$46,200
$18,450
55
MA
$46,042
$10,877
56
NY
$45,950
$21,046
57
IL
$45,780
$16,800
58
GA
$45,780
N/A
59
MA
$45,686
$13,040
60
IL
$45,450
$14,170
61
PA
$45,392
$12,852
62
NY
$45,376
$15,144
63
IL
$45,288
$16,000
64
CA
$45,284
$17,719
65
PA
$45,078
$12,128
66
CA
$44,765
$19,404
67
FL
$44,620
$10,970
68
CO
$44,530
$12,096
69
CA
$44,370
$16,866
70
LA
$43,410
$13,644
71
NY
$43,398
$9,950
72
CA
$43,350
$9,265
73
NC
$42,738
$9,900
74
PA
$42,540
$16,650
75
WI
$42,270
$13,843
76
MN
$42,231
$11,466
77
WA
$41,900
$16,713
78
FL
$41,706
$13,131
79
IL
$41,328
$13,350
80
OR
$41,328
$12,600
81
MI
$40,532
$12,746
82
IN
$40,372
$9,000
83
FL
$40,256
$8,708
84
MN
$40,128
$17,407
85
OH
$40,116
$16,866
86
SC
$40,116
$12,823
87
VA
$39,950
$11,250
88
PA
$39,766
$12,234
89
MN
$39,560
$16,200
90
NC
$39,475
$13,300
91
MI
$39,353
$11,172
92
MO
$39,195
$11,340
93
IA
$38,866
$11,826
94
FL
$37,985
$16,911
95
MN
$37,941
$13,390
96
OR
$37,625
$17,398
97
NH
$37,383
$11,000
98
GA
$37,260
$11,295
99
AL
$37,096
$9,500
100
WA
$36,510
$12,731
101
OH
$35,665
$16,000
102
OK
$35,529
$12,642
103
TX
$34,640
$11,974
104
MA
$34,596
$10,332
105
NY
$33,832
$16,360
106
MS
$33,630
$12,375
107
NC
$33,334
$14,280
108
TX
$33,162
$12,620
109
TX
$33,092
$17,500
110
PA
$32,426
$16,964
111
WA
$31,962
$14,625
112
CO
$31,864
$11,916
113
IN
$31,800
$12,981
114
VA
$31,562
$10,000
115
OR
$31,506
$6,618
116
VA
$30,800
$9,765
117
MD
$30,177
$19,350
118
MI
$30,111
$12,888
119
TX
$29,784
$11,060
120
TX
$29,490
$13,770
121
MD
$29,184
$14,200
122
OH
$29,131
$12,142
123
CT
$27,934
$12,270
124
AZ
$27,074
$12,366
125
NY
$26,997
$14,725
126
NJ
$26,842
$12,750
127
OH
$26,030
$13,390
128
UT
$25,752
$10,782
129
NV
$25,749
$14,228
130
IN
$25,625
$11,860
131
VA
$25,351
$16,928
132
OH
$24,887
$13,684
133
AZ
$24,500
$11,500
134
OH
$24,452
$11,524
135
SC
$24,208
$12,957
136
IA
$24,177
$10,488
137
OH
$24,010
$12,102
138
ME
$23,610
$9,786
139
PA
$23,336
$11,865
140
TX
$23,262
$9,760
141
NC
$23,041
$17,008
142
AL
$22,324
$12,230
143
FL
$22,299
$11,900
144
IL
$22,118
$13,050
145
LA
$21,947
$16,008
146
KY
$21,618
$11,434
147
FL
$21,406
$18,322
148
WI
$21,378
$10,544
149
HI
$20,880
$13,898
150
MO
$20,771
$8,810
151
KS
$20,718
$8,100
152
FL
$20,683
$10,000
153
KY
$20,288
$9,402
154
OK
$19,973
$11,036
155
KS
$19,964
$9,261
156
OH
$19,612
$11,046
157
GA
$19,476
$11,416
158
IL
$19,474
$13,380
159
TN
$19,256
$12,854
160
WV
$19,008
$11,400
161
MO
$18,466
$9,402
162
TN
$18,387
$9,764
163
OH
$17,576
$9,078
164
ID
$17,230
$9,902
165
GA
$16,858
$9,000
166
NM
$16,490
$9,406
167
AR
$15,224
$9,880
168
MS
$15,036
$11,898
169
WY
$14,911
$12,542
170
NE
$14,721
$9,672
171
SD
$14,688
$7,697
172
NY
$14,663
$13,669
173
AR
$14,447
$8,613
174
LA
$13,560
$12,600
175
NC
$12,655
$11,308
176
UT
$11,970
$12,088
177
MD
$11,516
$20,200
178
MT
$11,393
$12,746
179
ND
$11,161
$8,520
180
NE
$3,625
$14,400
181
CA
$1,623
$15,492
182
NY
$1,526
$18,650
183
CA
$1,202
$14,320
184
PA
N/A
$13,828
185
OK
N/A
$12,600
186
PA
N/A
$11,034
186
PA
N/A
$11,034
188
VA
N/A
$10,485
189
VA
N/A
N/A
189
AZ
N/A
N/A
189
NC
N/A
N/A
189
AL
N/A
N/A
189
FL
N/A
N/A
189
FL
N/A
N/A
189
TX
N/A
N/A
189
MA
N/A
N/A


Fonte: https://www.ilrg.com/

Espero que a tabela acima os ajude no seu planejamento financeiro.

Até o próximo post.